Os 3 Melhores Álbuns de 2016

O Ano  de 2016 passou rápido e, então , resolvi   separar alguns álbuns lançados  que merecem a sua atenção. Aqui estão os 3 melhores álbuns Femininos de 2016 , com veteranas do R&B e uma Teen POP que deu um incrível amadurecimento e merece estar na lista .

1. ANTI – RIHANNA

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Tendo lançado seu último álbum de inéditas no já longínquo ano de 2012, Rihanna deixou o mundo pop em polvorosa ao anunciar que lançaria seu sétimo álbum, ANTI. O resultado pode ter causado certo estranhamento aos gregos que ansiavam por música para se bater o cabelo loucamente, mas os troianos que não ligam para isso puderam deleitar-se com um dos lançamentos mais notáveis do ano.

Desafiando as estruturas engessadas do gênero, ANTI não decepciona nem mesmo em seus curtos interlúdios, que vão da minimalista e aconchegante “James Joint” à crua e emocional “Higher”. A sonoridade incisiva da tríade “Desperado”, “Woo” e “Needed Me” divide espaço com faixas mais calmas e melódicas sem perder a consistência em momento algum.

As participações são poucas e certeiras. A já consagrada parceria com Drake marca presença no single principal “Work”, uma carta de amor à Jamaica com seu forte dancehall e um jeito de falar próprio do dialeto jamaicano. SZA tem uma presença breve, porém marcante na abertura “Consideration”, que funciona maravilhosamente como abertura do álbum e sendo de fato uma consideração sobre o caminho que Rihanna pretende seguir musicalmente. Este Álbum sem duvidas é um claro divisor de águas para a cantora de Barbados.

2. DANGEROUS WOMAN – ARIANA GRANDE

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O peso de um passado na Nickelodeon e a necessidade constante da mídia de reforçar comparações trouxeram para Ariana Grande dois rótulos difíceis de se livrar: cantora teen e “mini-Mariah Carey”, devido seu alcance vocal e estilo de cantar semelhantes.

Felizmente ela nunca esteve tão longe deste estigma quanto em seu terceiro álbum de estúdio, Dangerous Woman. Ápice de uma breve discografia que vem amadurecendo de maneira coesa como poucas no meio, ele soa como um sucessor natural do misto de R&B old school, eletrônico e o bom e velho pop chiclete que ela veio fazendo em suas últimas obras, porém explorando também outros horizontes.
O maior destaque fica por conta de “Into You” que é, sem hipérboles, uma das melhores faixas pop do ano, sabendo combinar um crescendo com um refrão catártico de forma impressionante. Dangerous Woman é um passo certo na direção de um futuro promissor para Ariana Grande.

3. LEMONADE – BEYONCÉ

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Coreografias transformadas em atos de enfrentamento à violência policial, símbolos e fotografias reforçando a luta da comunidade negra, o cabelo crespo em oposição ao alisamento, New Orleans embaixo d’água.

Em fevereiro deste ano, quando apresentou ao público o clipe de Formation, Beyoncé parecia revelar apenas a ponta do imenso iceberg de referências do novo registro de inéditas. Em Lemonade (2016, Parkwood / Columbia), sexto álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana, um mundo de detalhes, citações, personagens e histórias que dialogam diretamente com o passado e a cultura negra dos Estados Unidos.

Do título inspirado em uma fala da avó de Jay-Z – “eles me serviram limões, mas eu fiz uma limonada” –, passando pelo clássico discurso de Malcolm X – “quem te ensinou a se odiar?” – e versos assinados pela poetisa queniana Warsan Shire, Lemonade se projeta como uma obra a ser desvendada de forma atenta. Seja na estrutura musical que orienta o disco – repleta de bases extraídas de clássicos do soul, blues Hip-Hop e R&B –, até alcançar o registro visual que sustenta o trabalho – uma parceria entre a cantora e diretores como Jonas Åkerlund, Mark Romanek e Melina Matsoukas -, uma rica tapeçaria conceitual se desenrola da abertura do disco, com Pray You Catch Me, ao fechamento em Formation.

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